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    Gabriel O Pensador / Lyrics

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    "Cachimbo Da Paz" Lyrics

    Gabriel O Pensador

    Album:
    Genre:
    Duration:00:05:33
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    Lyrics

    A criminalidade toma conta da cidade
    A sociedade põe a culpa nas autoridades
    Um cacique oficial viajou pro Pantanal
    Porque aqui a violência tá demais
    E lá encontrou um velho índio que usava um fio dental
    E fumava um cachimbo da paz
    O presidente deu um tapa no cachimbo e na hora
    De voltar pra capital ficou com preguiça
    Trocou seu paletó pelo fio dental e nomeou
    O velho índio pra ministro da justiça
    E o novo ministro chegando na cidade,
    Achou aquela tribo violenta demais
    Viu que todo cara-pálida vivia atrás das grades
    E chamou a TV e os jornais
    E disse: "Índio chegou trazendo novidade
    Índio trouxe o cachimbo da paz

    Maresia, sente a maresia
    maresia, uuu...
    Apaga a fumaça do revólver, da pistola
    Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
    Acende, puxa, prende, passa
    Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

    Todo mundo experimenta o cachimbo da floresta
    Dizem que é do bom, dizem que não presta
    Querem proibir, querem liberar
    E a polêmica chegou até o congresso
    Tudo isso deve ser pra evitar a concorrência
    Porque não é Hollywood mas é o sucesso
    O cachimbo da paz deixou o povo mais tranqüilo
    Mas o fumo acabou porque só tinha oitenta quilos
    E o povo aplaudiu quando o índio partiu pra selva
    E prometeu voltar com uma tonelada
    Só que quando ele voltou "sujou"!!!
    A polícia federal preparou uma cilada
    "O cachimbo da paz foi proibido, entra na caçamba vagabundo!
    Vamô pra DP! Ê êê! Índio tá fugindo porque lá o pau
    Vai comer!"

    Maresia, sente a maresia
    maresia, uuu...
    Apaga a fumaça do revólver, da pistola
    Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
    Acende, puxa, prende, passa
    Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

    Na delegacia só tinha viciado e delinquente
    Cada um com um vício e um caso diferente
    Um cachaceiro esfaqueou o dono do bar porque ele
    Não vendia pinga fiado
    E um senhor bebeu uísque demais, acordou com um travestí
    E assassinou o coitado
    Um viciado no jogo apostou a mulher, perdeu a aposta
    E ela foi sequestrada
    Era tanta ocorrência, tanta violência que o índio
    Não tava entendendo nada
    Ele viu que o delegado fumava um charuto fedorento
    E acendeu um "da paz" pra relaxar
    Mas quando foi dar um tapinha
    Levou um tapão violento e um chute naquele lugar
    Foi mandado pro presídio e no caminho assistiu um
    Acidente provocado por excesso de cerveja:
    Uma jovem que bebeu demais atropelou
    Um padre e os noivos na porta da igreja
    E pro índio nada mais faz sentido
    Com tantas drogas porque só o seu cachimbo é proibido?

    Maresia, sente a maresia
    maresia, uuu...
    Apaga a fumaça do revólver, da pistola
    Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
    Acende, puxa, prende, passa
    Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

    Na penitenciária o "índio fora da lei"
    Conheceu os criminosos de verdade
    Entrando, saindo e voltando cada vez mais
    Perigosos pra sociedade, aí, cumpádi, tá rolando
    Um sorteio na prisão pra reduzir a super lotação
    Todo mês alguns presos tem que ser executados
    E o índio dessa vez foi um dos sorteados
    E tentou acalmar os outros presos:
    "Peraí..., vamo fumar um cachimbinho da paz"
    Eles começaram a rir e espancaram o velho índio
    Até não poder mais e antes de morrer ele pensou:
    "Essa tribo é atrasada demais...
    Eles querem acabar com a violência,
    mas a paz é contra a lei e a lei é contra a paz"
    E o cachimbo do índio continua proibido mas se você quer comprar é mais fácil que pão
    Hoje em dia ele é vendido pelos mesmos bandidos que mataram O velho índio na prisão

    Maresia, sente a maresia
    maresia, uuu...
    Apaga a fumaça do revólver, da pistola
    Manda a fumaça do cachimbo pra cachola
    Acende, puxa, prende, passa
    Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça

    Maresia, sente a maresia
    maresia, uuu...
    Apaga a fumaça do revólver, da pistola
    Sente a marisia
    Índio quer cachimbo, índio quer fazer fumaça
    Apaga a fumaça do revólver, da pistola
    Sente a marisia, acende, puxa, prende, passa, uuu...
    Apaga a fumaça do revólver, da pistola
    This song was submitted on February 6th, 2008.
    Lyrics licensed by LyricFind.

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